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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

King's Pastéis

Todo hiper mercado tem uma praça de alimentação. Algumas maiores e mais elaboradas, ou pelo menos dois ou três restaurantes e lanchonetes. A do Extra do alto da XV é uma dessas menores, com dois restaurantes e uma Casa do Pão de Queijo.
Eu já havia comido num dos restaurantes de lá e havia gostado, então quando eu estava ali na região e a procura de um restaurante para um almoço rápido (e razoavelmente barato) decidi comer de novo no mesmo lugar, só para garantir.

Rei do Pastel
O King's Pastéis é um pouco de tudo. Além dos pastéis do nome, eles também servem pizzas, pratos prontos e massas (talharim, lasanha e nhoque). Sempre com a opção de se misturar tudo isso num prato só (menos as pizzas...).
Essa mistureba não é assim tão complicada. Você escolhe uma das carnes e tem direito a três acompanhamentos entre arroz, feijão, feijão com farofa, purê de batata, batata frita, nhoque, três mini pastéis, talharim, três tipos de salada...
Como eu e a sra. Coentro temo uma já conhecida predileção por parmegiana pedimos cada um um bife à parmegiana (R$9,90). Pedi com arroz, feijão com farofa e batata frita e a sra. Coentro com nhoque, salada de cenoura e alface e batata frita.
Infelizmente lá só tem bebidas da ambev, então fomos até uma dos outros restaurante para comprar uma coca-cola de 600ml.
Mesmo sendo uma praça de alimentação eles levam o seu prato até a mesa quando está pronto. E em pouco tempo o prato já estava na nossa frente.
E aí que começaram os problemas.
A garçonete que nos trouxe as bandejas estava super mau-humorada e virou as costas antes que eu conseguisse falar "obrigado".

Salada errada!
Pra começar o prato da sra. Coentro veio com a salada trocada. Ela pediu cenoura com tomate e veio alface e tomate.  Logo que percebeu isso ela já deu uma olhada inquisidora no meu prato e perguntou “cadê o seu arroz?” e eu respondi que estava embaixo da carne.

Não estava. Meu prato, que eu pedi com arroz, feijão com farofa e batata frita veio sem arroz. Trocar uma salada de tomate pela outra salada de tomate é um erro justificável, mas simplesmente se esquecer de um dos acompanhamentos já é demais.
A sra. Coentro perguntou se eu ia até lá trocar, eu olhei no relógio, suspirei e disse que não. Estava com pressa demais pra ter que esperar sabe-se lá quanto tempo até trocarem meu prato e comi meu feijão solitário. Isso porque a atendente do caixa confirmou duas vezes o conteúdo do pedido para ver se estava certo.
Mas não para por aí, se a comida estivesse ao menos boa poderia ter compensado. Não estava.

Cadê o meu arroz?
Primeiro que a parmegiana não era parmegiana, era bife com queijo. O bife não estava empanado, como é a parmegiana, ele estava simplesmente com um pedaço de queijo (salgado demais e borrachudo) por cima e quase sem nenhum molho. Eu nem vou reclamar da quantidade de molho já que ele era tão ruim que eu acabei agradecendo por quase não ter vindo.
Segundo que o nhoque do prato da sra. Coentro era pura farinha, duro e ruim, além de ser coberto do molho maldito.
Terceiro que a comida no geral era mal preparada, mal temperada, ruim, com excesso de sal e vinha em pouca quantidade. Mas a parte da pouca quantidade eu nem vou reclamar tanto assim, apesar de eu acabar tendo continuado com fome.
E para não dizerem que eu só falei mal, o feijão com farofa até que não era tão ruim, apesar de serem aquelas farofas pré-prontas que não são lá essas coisas, e a batata frita era boazinha.
Nós optamos por comer lá por estarmos com pressa e por já ter comido lá e gostado, mas o arrependimento foi profundo.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Todo dia é dia de feira

A cada dia em algum bairro de Curitiba ocorre uma feira gastronômica. Faça chuva ou faça frio e chuva (não há outra alternativa meteorológica) armam-se barraquinhas com todos os tipos de comida de várias partes do mundo e as pessoas se reúnem sob guarda-chuvas para comer.
Quinta-feira é o dia do Cristo Rei, na Av. Marechal H. A. Castelo Branco na altura da Av. São José, das 17h às 22h.
Eu já sou cliente recorrente da feira, mas quinta passada revisitei-a em nome da gordisse do Bauru com Coentro.
Infelizmente, porém, era feriado municipal de Nossa Senhora da Luz e a feira estava desfalcada.

Feira gastronômica da depressão
Normalmente ela conta com bem mais barracas, dos mais diversos tipos. Barraca de milho e derivados (suco, milho cozido, bolo etc.), de comida japonesa, polonesa, baiana, portuguesa, de empanadas bolivianas, pastel, crepes, doces, espetinhos e sanduíches de pernil.
Eu costumo a começar pelo espetinho, são duas barracas: a do Gaúcho, que costuma contar com longas filas; e uma outra do lado extremo oposto, que costuma ficar vazia. Sugiro você esperar na fila.
Os espetinhos variam de R$3,50 por frango ou alcatra a R$4,50 pela picanha. Todas servidas com farofa e preparadas por uma bela equipe exclusivamente feminina (eu nunca vi o tal do "Gaúcho" dono da barraca, mas pode ser apenas coincidência).
De qualquer maneira, quinta passada não havia nem a barraca. Então fomos direto para a barraca portuguesa, onde somos atendidos por uma simpática mulher vestida com roupas típicas portuguesas, mas que não apresenta nenhum sotaque.

Mas que faz um belo de um bolinho de bacalhau
Os bolinhos de bacalhau (R$3,50) são relativamente grandes, não são gordurosos e realmente contém bacalhau (o que é uma raridade, normalmente vende-se bolinhos de batata com cheiro de bacalhau). Não que não tenha batata, ele é um pouco massudo, mas pelo tamanho e pelo preço é o melhor que se pode esperar. Além de serem extremamente saborosos.
Normalmente eu encerro por aqui, mas a falta de espetinho me fez procurar por mais comida. Entre as inúmeras opções saudáveis optei por mais fritura.
A barraca "Pastel do Marcelo"  é a que mais atrai fila depois do espetinho. Mas só pela tradicionalidade do pastel. Os preços parecem ser aleatórios e variam de R$2,75 - o de queijo - a R$5,50 - o especial, com os sabores intermediários que não seguem a lógica do "recheio mais caro, pastel mais caro". Entretanto não sou eu quem compra as matérias primas e nem preparo a planilha de custos do Marcelo, posso estar só sendo chato por o meu favorito frango com requeijão estar mais caro que o de camarão.
Eu iria elogiar o fato de o pastel não estar tão gorduroso quanto costuma-se encontrar por aí. Mas enquanto o meu estava bem sequinho o da sra. Coentro, do mesmo sabor, estava pingando óleo.

E claro, comprei uma coca-cola
Falando em coca-cola, tomem cuidado. Em algumas barracas os refrigerantes são vendidos a R$2,50 e em outras a R$3,00. Como você não é obrigado a comprar a bebida na mesma barraca em que está comendo vale a pena perguntar e dar uma pesquisada no valor das bebidas em cada uma das barracas, eu dividi uma lata com a sra. Coentro, mas uma família poderia economizar o suficiente para um bolinho de bacalhau extra só por comprar bebidas na barraca do lado.
Considerando o que eu já experimentei das outras vezes em que visitei a feira, não sou muito fã das empanadas bolivianas e a sra. Coentro tem birra do crepe (eu particularmente não sou fã de crepes).
Meu próximo passo será experimentar o sanduíche de pernil (R$7,00), meu sonho de consumo, ou o de alcatra (R$10,00).
Minha correspondente baiana é muito chata exigente em relação ao seu acarajé ou outras comidas típicas e mesmo quando em Salvador só os compra em duas barracas específicas da cidade, ou seja, nem sequer experimentou para avaliar.
Os bombons recheados (R$2,50) da barraca de doces são mundialmente famosos e deixou a sra. Coentro bastante brava ao não encontrá-los no feriado.
Como vocês puderam perceber, apesar de cada uma das coisas ser barata ou ter preços razoáveis preparem suas carteiras antes de ir. Você vai querer comer um pouquinho aqui e um pouquinho ali para experimentar o máximo possível e vai acabar gastando uma fortuna sem perceber.
Ok, não uma fortuna, mas numa época em que se paga tudo com cartão e se anda com pouco dinheiro no bolso você pode se achar com a carteira vazia num lugar que só aceita dinheiro. Abasteça-se antes.